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Colisão entre duas estrelas iluminará o céu em 2022

Prepare-se para um espetáculo cósmico!

Colisões estelares são uma das coisas mais surpreendentes que podemos imaginar. Mas infelizmente, de acordo com as melhores estimativas, tais eventos só acontecem em média 1 vez a cada 10.000 anos, considerando apenas a nossa Galáxia.

Recentemente, graças a melhoria de instrumentos e da tecnologia, os astrônomos conseguiram observar algumas fusões em andamento. Mas até agora, ninguém conseguiu testemunhar o fenômeno em ação desde o início. A parte boa dessa história é que isso está prestes a mudar!

De acordo com estudos feitos por uma equipe de pesquisadores do Calvin College, em Michigan, nos EUA, um sistema binário de estrelas provavelmente irá se fundir e explodir em 2022. Essa é uma descoberta histórica, pois permitirá aos astrônomos observar a fusão estelar e a explosão pela primeira vez na história! E pra tudo ficar ainda mais empolgante, os pesquisadores afirmam que essa explosão será visível a olho nu, daqui da Terra!

Os resultados foram apresentados na 229ª Reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS). Em uma apresentação intitulada ‘Uma Precisa Previsão de uma Fusão Estelar e Nova Explosão Vermelha’, o Professor Lawrence Molnar e sua equipe compartilharam as descobertas que indicam como este sistema binário se fundirá em 2022. Este evento, segundo eles, não será apenas visível a olho nu, como também se tornará o objeto mais brilhante do céu noturno!

Este sistema binário de estrelas, conhecido como KIC 9832227, está sendo monitorado desde 2013 pelo professor Molnar e seus colegas, estudantes de diversas universidades.

Ilustração artística criada pelo professor Molnar e seus colegas mostra o sistema binário de estrelas KIC 9832227, e como ocorre o contato entre suas atmosferas. Créditos: calvin.eduIlustração artística criada pelo professor Molnar e seus colegas mostra o sistema binário de estrelas KIC 9832227, e como ocorre o contato entre suas atmosferas. Créditos: calvin.edu No início, não se sabia ao certo se o sistema KIC 9832227 era um pulsar ou um par de estrelas, mas após diversas observações, o professor Molnar e seus colegas concluíram que se tratava mesmo de um par de estrelas do tipo ‘binário de contato’ (uma classe onde as duas estrelas estão próximas o suficiente para compartilhar uma atmosfera).

A mesma situação ocorreu no passado com outro sistema binário chamado V1309 Scorpii, que também tinham atmosfera compartilhada e subitamente, em 2008, as estrelas colidiram e explodiram.

Acreditando que o sistema KIC 9832227 tinha um destino semelhante, os pesquisadores realizaram diversos testes observacionais para entender o comportamento das estrelas. Após medir o período orbital e observá-las através de espectrômetros, concluiu-se que as estrelas estão de fato prestes a explodir numa forte colisão, resultando numa explosão estelar conhecida como ‘Nova Vermelha’. Inicialmente, em 2015, a explosão foi estimada para acontecer entre 2018 e 2020, mas após analisar melhor os dados, os pesquisadores determinaram que a explosão deve acontecer em 2022.


A explosão, como foi dito anteriormente, poderá ser vista a olho nu, e deve se tornar o objeto mais brilhante do céu noturno. Esse sistema binário encontra-se na constelação de Cygnus, como mostra na imagem abaixo:

Localização do sistema KIC 9832227, na constelação de Cygnus. Créditos: STELLARIUM / Galeria do MeteoritoLocalização do sistema KIC 9832227, na constelação de Cygnus. Créditos: STELLARIUM / Galeria do Meteorito

Como podemos ver na imagem ao lado, a constelação de Cygnus fica muito próxima do horizonte norte, o que dificulta sua observação no hemisfério sul, principalmente se o observador não tiver acesso a um horizonte livre, sem prédios, árvores, etc...

Outro fator é que para nós, do hemisfério sul, essa constelação não é visível durante os meses de verão. Portanto, devemos torcer para que essa colisão estelar ocorra preferencialmente durante o inverno. Observadores localizados no norte e nordeste do Brasil têm uma visão privilegiada dessa região do céu, pois ela ganha uma melhor altura no firmamento.



Uma colisão pra recordar

Isso é um achado incrível! Nenhum astrônomo conseguiu prever com tamanha precisão quando e onde uma colisão estelar iria acontecer. Essa é a primeira vez, e tudo foi descoberto por professores e estudantes! ‘A maioria dos grandes projetos científicos são feitos em grupos enormes com milhares de pessoas e bilhões de dólares. Este projeto é exatamente o oposto. Foi feito usando um telescópio pequeno, com um professor e alguns estudantes que procuravam algo improvável’, explica o professor Molnar. ‘Ninguém jamais previu uma explosão antes. Por que pagar alguém para fazer algo que quase certamente não teria êxito? É uma proposta de alto risco. Mas em Calvin é apenas o meu risco, e eu posso usar o meu trabalho em questões interessantes e abertas para trazer emoção extra para a minha sala de aula. Alguns projetos ainda têm uma vantagem quando você não tem tanto tempo ou dinheiro.’

Ao longo do próximo ano, Molnar e seus colegas estarão monitorando KIC 9832227 cuidadosamente, e em comprimentos de onda múltiplos. Isso será feito com a ajuda dos observatórios Very Large Array (VLA), Infrared Telescope Facility da NASA, em Mauna Kea, e com a sonda XMM-Newton, da ESA. Estes observatórios irão estudar os espectros de rádio da estrela, o infravermelho e as emissões de raios-X, respectivamente.

Molnar também espera que os astrônomos amadores sejam capazes de monitorar o sincronismo orbital do par e as variações de brilho. E se Molnar e as previsões de sua equipe estiverem corretas, cada estudante e entusiasta (isso sem mencionar as pessoas que estiverem passeando a noite, olhando para o céu) terá um espetáculo cósmico maravilhoso para observar! Será um evento inesquecível.
Um fato interessante é que essa descoberta histórica também será o tema de um documentário, intitulado ‘Luminous’. Ele será dirigido por Sam Smartt, um professor da Calvin College, e narrará o processo que levou o professor Molnar e sua equipe a realizar essa descoberta sem precedentes.

O documentário também incluirá as imagens da explosão da Nova Vermelha. Mas como ela só acontecerá em 2022, ele deverá ser lançado em algum momento em 2023.

 

 

Fonte: https://www.galeriadometeorito.com/2017/02/colisao-entre-duas-estrelas-iluminara-o-ceu.html

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Domingo, 18 de Novembro de 2018





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