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"As armas com as quais combatemos não são carnais, de origem humana; mas têm, da parte de Deus, o poder de destruir fortalezas." (2 Coríntios 10, 4)


O Senhor dos Exércitos e a Guerra Espiritual

Por mais de 220 vezes, aparece na Bíblia a expressão ‘Senhor dos Exércitos’, uma referência a nosso Deus, como Aquele que comanda exércitos, nos Céus e na Terra.

“Eis o que diz o Senhor, o rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR DOS EXÉRCITOS: Eu sou o primeiro e o último, não há outro Deus afora eu.” (Isaías 44, 6)

“Porque teu esposo é aquele que te fez; cujo nome é SENHOR DOS EXÉRCITOS; teu Redentor será o Santo de Israel; que é chamado o Deus de toda a terra.” (Isaías 54:5)

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SENHOR (todas as letras em maiúsculas)

Refere-se ao nome de Deus no Antigo Testamento. As traduções bíblicas modernas utilizam “SENHOR” como equivalente a YHWH (Javé ou Jeová) no hebraico. Ou seja, sempre que aparece em sua Bíblia a palavra “SENHOR”, com todas as letras maiúsculas, significa que ali, no original hebraico, consta o nome de Deus. Alguns estudiosos apontam que o significado do nome de Deus seja algo como “o Eterno” ou “o Deus Eterno”. Assim, esse nome é focado no Deus Todo Poderoso, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. É único e exclusivo para Ele e O diferenciava dos falsos deuses das nações pagãs.

Dos Exércitos

Alguns versículos parecem nos esclarecer o significado dessa expressão, pois mencionam quem poderiam ser esses exércitos de Deus. Em Salmos 33. 6, observamos que Deus fez um exército de astros: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles.”

Em Salmos 103. 20-21, observamos que Deus tem os seus exércitos de anjos e seres celestiais: “Bendizei ao SENHOR, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra. Bendizei ao SENHOR, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade.

Em 1 Samuel 17:45, observamos que os exércitos de Israel são citados como o exército de Deus, comandado pelo Seu poder: “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.

Assim, essa expressão pode ser entendida como uma expressão que dá ênfase ao poder de Deus, como o único e verdadeiro Deus, como vemos em Isaías 44:6: “Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus.”

Na maioria dos textos onde “SENHOR dos Exércitos” é mencionado, parece nos apontar para Deus sendo o comandante supremo do seu povo escolhido, dos exércitos de Israel.

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O exército celeste e o exército terrestre

Em Apocalipse 12, temos que o Demônio irou-se contra a Mulher, após tentar sem êxito matar Seu Filho, uma vez que este foi arrebatado para Deus, no Céu; além de, ainda, tentar arrebatá-la com a água que saiu de sua boca, como um rio, mas também não o conseguiu. Enfurecido, o Demônio vem PELEJAR contra os restantes da descendência da Mulher. Agora, resta somente a ele a possibilidade de vencer, individualmente, os descendentes dela. E nisto ele trava a mais ferrenha guerra de todos os tempos, pois sabe que tem pouco tempo para arrebatar almas para o inferno.

"O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo." (Apocalipse 12:17)

Esta é a guerra com o exército terrestre de Nosso Senhor Jesus Cristo, cujas armas a serem usadas são espirituais. Armas mencionadas em Efésios 6, 11-18.

“As armas com as quais combatemos não são carnais, de origem humana; mas têm, da parte de Deus, o poder de destruir fortalezas” (2 Coríntios 10, 4)

Os exércitos celestiais se manifestarão para lutarem a última batalha. Será uma guerra física e também espiritual, uma vez que aqui na Terra estará o próprio anticristo e seus exércitos, além de todos os demônios que receberão permissão para saírem das profundezas e virem guerrear. Nas passagens abaixo, a visão do apóstolo João a respeito dos exércitos celestes, os quais estarão todos reunidos na última guerra contra o dragão e seus exércitos.

"Seguiam-no em cavalos brancos os exércitos celestes, vestidos de linho fino e de uma brancura imaculada." (Apocalipse 19,14)

"Eu vi a Fera e os reis da terra com os seus exércitos reunidos para fazer guerra ao Cavaleiro e ao seu exército." (Apocalipse 19,19)

O mundo está no maligno e o Demônio é o príncipe deste mundo. Mas muitos têm esquecido que os dons do Espírito Santo nos capacitam a sermos soldados defensores da fé, combatentes nas batalhas para a instalação do Reino de Deus na Terra (e é por isso que rezamos todos os dias: “...venha a nós o vosso Reino...”) . Deus nos deu poder para combater, em Seu Nome, as forças do mal.   

“Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, E TODA A FORÇA DO INIMIGO, e nada vos fará dano algum.” (Lc 10.19).

“Em meu nome expulsarão demônios”, nos prometeu Jesus (Mc 16.17).

 

Abaixo, parte da homilia do Padre Bill Casey, sobre batalha espiritual, e, logo a seguir, o vídeo referente ao texto.

" (...) Se você ler as Sagradas Escrituras, ou os escritos dos Pais da Igreja, documentos da Igreja, vidas dos Santos e seus escritos, verá que eles estão carregados de termos militares. Termos como: “guerra”, “batalha”, “combate”,  “armas”, “inimigos”, “estratégia”, “tática”, “vitória”, “derrota”. A Bíblia usa as palavras “batalha” e “guerra” mais de 400 vezes. Jesus diz: “Não vim trazer a paz, mas a espada”. Espada que significa divisão. O Evangelho é chamado de espada de dois gumes, porque corta, corta até o coração, revela o que está no coração do homem.

Nós encontramos um exemplo clássico dessa terminologia nos escritos de São Paulo. Em Efésios 6, 11 e seguintes, ele escreve:

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai, portanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do espírito, isto é, a Palavra de Deus.”

Até Santa Teresa de Lisieux, a pequena  flor, a alma mais gentil, usa esta terminologia em seus escritos. Por exemplo, ela escreveu sobre sua morte iminente, como Deus removendo-a do campo de batalha da vida. Padre Benedict Groeschel sempre diz que a vida espiritual é uma batalha constante, duradoura e diária. Uma luta interior. Um soldado guerreira na ordem natural. Mas o cristão é feito por Deus para guerrear na ordem espiritual. Todos nós somos chamados a ser soldados de Jesus Cristo. Pela virtude da nossa conformação. O dom do Espírito Santo que recebemos na Crisma nos permite, nos capacita, nos obriga a ser defensores da fé. E não pense que esta terminologia está desatualizada. Eu te garanto que não está. E não pensem que esta conversa de “soldados de Cristo” é só para homens. Algo masculino. Coisa de “macho”. Não! É para todos. Quando se trata de batalha espiritual, muito frequentemente a mulher não é o sexo frágil. Constato isso de minha própria mãe. Frequentemente são elas quem arrastam os homens ao front de combate.(...)”   (Pe. Bill Casey)

 

 

Se o  mundo está no maligno e o maligno é o príncipe deste mundo, todavia MAIOR É O QUE ESTÁ CONOSCO! 

“…porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1Jo 4, 4)

“Quem é este Rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha.” (Salmos 23, 8)

“À frente do seu exército, o Senhor faz ouvir a sua voz, pois seu batalhão é imenso e poderoso para executar sua palavra. Sim, o dia do Senhor é grandioso e temível! Quem o poderá suportar?” (Joel 2,11)

 

 

 


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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019







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