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Mas a terra será posta em desolação, por causa dos seus moradores, por causa do fruto das suas obras. (Miquéias, 7, 13)


‘A TERRA SERÁ POSTA EM DESOLAÇÃO...’(Miquéias 7,13) - Cientistas avisam: a sexta grande extinção em massa está aí, e é causada pelo homem

Três cientistas divulgaram um estudo que reabre a discussão sobre as espécies em extinção (e de que maneira). De acordo com os investigadores, estamos perante uma ‘aniquilação biológica’.

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A Terra já passou por cinco grandes extinções em massa e a sexta acontecerá mais cedo do que se espera, garantem os cientistas por detrás de um estudo publicado pela Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

Os autores falam de uma ‘aniquilação biológica’ sem precedentes e com consequências mais severas do que as que eram previstas. Os cientistas analisaram tanto espécies raras como comuns e descobriram que milhares de milhões de populações locais e regionais desapareceram. Culpam a crise no crescimento descontrolado da população humana e o consumo excessivo dos recursos do planeta e deixam o aviso: temos pouco tempo para inverter esta situação. Já no passado tinham sido apresentados estudos que tentavam mostrar que as espécies estão a se extinguir a um ritmo mais acelerado do que no passado, mas ainda assim as extinções de espécies são relativamente raras, dando a impressão (a um público desinteressado) de que o declínio da biodiversidade é uma coisa gradual.

Contudo, este novo estudo tem uma abordagem diferente e não se foca só nas espécies raras ou em perigo de extinção, mas sim em espécies comuns que estão a perder parcial ou totalmente o seu habitat natural. A conclusão? Um terço das espécies que está a perder o seu habitat não é considerada como ‘ameaçada’. Também concluíram que 50% de todos os animais (a título individual) desapareceram nos últimos 40 anos. O ritmo a que estas extinções ocorrem acompanham a tendência de crescimento da população humana.

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Os registos que existem permitem saber que 80% dos mamíferos terrestres perderam o seu habitat histórico no último século. Os cientistas descobriram milhares de milhões de populações de mamíferos, aves, répteis e anfíbios que desapareceram por todo o planeta. Isto é o suficiente para afirmar que a sexta extinção em massa já está a ocorrer.

'A aniquilação biológica resultante [do ser humano] obviamente vai ter consequências sérias a nível ecológico, econômico e social. A espécie humana vai pagar o preço por dizimar a única vida que se conhece no Universo’, conclui o estudo.

Quando se fala em culpas, os dedos apontam em uníssono para o ser humano: destruição de habitat, caça, poluição, integração de espécies alheias e aquecimento global. Mas a pior será ‘o crescimento desnaturado e descontrolado da população humana, o consumo excessivo’, garante Paul Ehrlich, um dos co-autores do estudo e autor do livro ‘A Bomba Populacional’.

Ehrlich admite falhas no ‘A Bomba Populacional’ mas garante que teve sucesso no seu foco – alertar as pessoas para as consequências ecológicas do crescimento populacional: ‘Mostra-me um cientista que diga que não há problema populacional e eu mostro-te um idiota’.

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AS CINCO GRANDES EXTINÇÕES EM MASSA

Ordoviciano (443 milhões de anos)

A primeira ‘Idade do Gelo’ fez com que o nível do mar descesse cerca de 100 metros. Entre 60 a 70% de todas as espécies foram extintas, sendo que a maioria tinha no mar o seu habitat natural. Mal o gelo descongelou, os oceanos ficaram desprovidos de oxigênio.

Devoniano superior (360 milhões de anos)

Um período climático conturbado atingiu a maior parte das espécies marinhas. 70% das espécies foram extintas, entre elas grande parte dos corais.

Permiamo (251 milhões de anos)

A maior de todas: mais de 95% das espécies desapareceu do planeta, incluindo trilobites e insetos gigantes. Acredita-se que a causa terá sido a enorme atividade vulcânica, na região que hoje é a Sibéria, provocando um episódio de aquecimento global sem precedentes

Triássico-Jurássico (200 milhões de anos)

Três quartos de todas as espécies desapareceram, mais uma vez graças a atividade vulcânica. Deixou a Terra limpa e permitiu o aparecimento dos dinossauros.

Cretáceo-Paleogeno (65 milhões de anos) 

A teoria é que terá sido um grande asteroide a atingir a região do México, pela mesma altura em que houve grandes erupções vulcânicas na índia. Foi o fim dos dinossauros e amonites. Os mamíferos e a espécie humana começaram a dar os primeiros passos alguns milhões de anos depois.

 

 

‘Mas a terra será posta em desolação, por causa dos seus moradores, por causa do fruto das suas obras.’ (Miquéias, 7, 13)

 

 

Fonte: http://observador.pt/2017/07/12/os-cientistas-avisam-a-sexta-grande-extincao-em-massa-esta-ai/


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Domingo, 24 de Setembro de 2017





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