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Terço da Divina Misericórdia
A devoção à Divina Misericórdia foi proposta pelo próprio Jesus, e suas instruções foram registradas por Santa Faustina Kowalska (25-08-1905 / 5-10-1938) em seu Diário. A devoção inclui a Festa da Divina Misericórdia, o quadro de Jesus da Misericórdia (conforme mostrado por Jesus à Irmã Faustina) e a oração do Terço da Misericórdia, às 15h.
Em 25/02/1983, o Vaticano autoriza o uso do formulário da Missa votiva “Da Divina Misericórdia” (já aprovado em Cracóvia) na Diocese de Roma, durante o Ano Santo da Redenção. Instituído oficialmente pelo Papa São João Paulo II no ano 2000 e comemorada imediatamente no primeiro domingo que sucede ao da Ressurreição, a Festa da Divina Misericórdia deseja nos fazer imergir diretamente na Fonte Única e repleta de compaixão e bondade: o Coração Misericordioso de Cristo.
Neste ano de 2026, a Festa da Divina Misericórdia é comemorada em 12 de Abril.
As instruções de Jesus para honrarmos a sua Divina Misericórdia às 15h, nas mensagens abaixo:
“Às três horas da tarde, implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão…” (D 1320).
No ano da morte de S. Faustina (1938), o Senhor completou a sua instrução sobre a hora da misericórdia:
“Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A. Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça. Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério” (D 1572).
Destes ensinamentos se pode depreender que Jesus deseja que às 3 horas da tarde:
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Façamos uma parada para clamar a misericórdia divina pelos pecadores do mundo inteiro (naturalmente nos incluindo nesta oração!);
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Recordemos na fé o seu sofrimento por nós (físico, psicológico e espiritual), e ipso facto a sua cruz
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Não apenas devemos pedir a misericórdia, mas glorificar este excelentíssimo atributo divino;
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Este momento de oração pode ser realizado em qualquer lugar em que estivermos, e quem o puder procure rezar numa igreja ou oratório;
Recomenda-se explicitamente a Via-Sacra, mas pode ser utilizada qualquer oração, como p. ex. o terço da divina misericórdia.
É verdade que em todo momento e lugar podemos prestar honra à divina misericórdia (D 1), mas Jesus nos propõe fazermos memória da sua entrega suprema às 3 horas da tarde. Portanto, onde quer que esteja, programe seu relógio para disparar também às 15h!, para este momento de adoração, ação de graças, reparação e súplica à divina misericórdia, com confiança na imensa generosidade de JESUS para conosco!
COMO REZAR O TERÇO DA MISERICÓRDIA
Você pode usar o terço comum.
Rezar: 1 Pai-Nosso - 1 Ave-Maria - 1 Creio
Nas contas grandes: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.
Nas contas pequenas: Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.
No fim do Terço diz-se três vezes: Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.
“A Misericórdia de Deus é sempre insondável e inesgotável, assim como é insondável o próprio Deus. Ainda que eu me valesse das palavras mais veementes para expressar essa misericórdia de Deus, tudo isso nada seria em comparação com o que ela é na realidade.” (Diário de Santa Faustina, 692)