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Doente ou possesso? Como saber distinguir uma doença de uma possessão demoníaca

 

Jesus deu poder a seus apóstolos tanto para curar enfermidades, quanto para expulsar demônios. Eles receberam o poder de curar o corpo, e também receberam o poder de libertar a alma daqueles que estavam escravizados por satanás.

Mateus 10,8 - Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.’ (Mateus 10, 8)

Marcos 16, 17-18 – ‘E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.’

Em Mateus (Mt 10,1) se lê: ‘Deu-lhes Jesus poder sobre os espíritos imundos para os expulsarem, e para curarem todas as doenças e todas as enfermidades’. 

E no Evangelho de São Lucas ‘Jesus curava a muitas de suas enfermidades e doenças e achaques e atormentados por espíritos maus e restituía a visão de muitos cegos.’ (Lc 7,21) 

E, sem dúvida, receberam também o dom de discernir e identificar o que era doença e o que era possessão, em cada caso atendido, para assim poderem aplicar eficazmente o que caberia a cada situação.

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Nos dias atuais, certas doenças poderão confundir-nos, por conta da similaridade de características que o doente apresente, levando muitos a pensar que se trata de um caso para ser tratado por um exorcista. Neste contexto, estão a Epilepsia, a Doença Mental, o Ergotismo e a Encefalite Letárgica.

A Epilepsia é uma condição neurológica que causa convulsões por perturbar a atividade elétrica do cérebro. Ela afeta cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Epilepsy Foundation. Durante uma convulsão, uma pessoa pode ficar confusa ou desmaiar e, em seguida, pode sentir tremores e contrações pelo corpo. Talvez, essa ideia de ver uma pessoa perdendo o controle de seu próprio corpo possa ter sido o motivo pelo qual espectadores desinformados fiquem assustados o suficiente e passem a acreditar estarem diante de um caso de possessão.

Já a Doença Mental, como a esquizofrenia e distúrbio de identidade dissociativa, pode causar mudanças emocionais e comportamentais.

O Ergotismo, por sua vez, é uma infecção causada pela ingestão de produtos contaminados por um tipo de fungo conhecido como esporão-do-centeio (espécie Claviceps purpurea), da qual também se deriva a droga alucinógena LSD. Os sintomas podem imitar o da epilepsia ou doença mental, incluindo espasmos musculares violentos, vômitos, delírios, alucinações, sensações estranhas na pele entre outros.

A Encefalite letárgica, doença ainda de causa desconhecida, provoca uma inflamação severa no cérebro e é acompanhada de sintomas como febre alta, dor de cabeça, visão dupla, resposta física e mental atrasada e letargia, de acordo com o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame. De fato, pode levar ao coma e os pacientes também podem apresentar movimentos oculares anormais, bem como fraqueza na parte superior do corpo, dores musculares, tremores, rigidez do pescoço e alterações comportamentais, incluindo psicose. Trata-se de uma condição rara, que pode ser muito assustadora.

 

Como reconhecer quando uma pessoa está possuída pelo demônio – Exorcistas explicam:

Padre Cipriano de Meo é exorcista desde 1952. Este frei capuchinho explica algumas pistas que permitem reconhecer quando uma pessoa está possuída pelo demônio e um método para distinguir uma doença de uma possessão demoníaca. Em entrevista concedida à ACI Stampa – agência em italiano do Grupo ACI –, o Pe. de Meo afirma que os casos de possessão felizmente não são muitos ou tão numerosos. Entretanto, existem vários casos que com frequência são desconhecidos’. ‘O método para discernir a possessão da doença é a oração feita pelo sacerdote (exorcista) e o fiel. Uma oração prolongada, até o ponto que, se o adversário estiver presente, ocorrerá uma reação. Normalmente quem está doente evidencia em sua atitude geral, disse o sacerdote e ex-presidente da Associação Internacional de Exorcistas.

O Pe. Cipriano assinalou que ‘o possuído tem várias atitudes gerais ante um exorcista, que é visto pelo adversário como um inimigo preparado para combatê-lo. Não faltam expressões atemorizantes no rosto, ameaça com palavras ou gestos e outras coisas, mas sobretudo blasfêmia contra Deus e contra a Virgem Maria‘. O perito explica que, ‘entretanto, nem todos os casos são semelhantes. O sacerdote que serve neste ministério deve saber confrontar o caso ao qual enfrenta, por vontade de Deus, com amor e humildade’.

O frade capuchinho, nascido em 1924, afirma que ‘os italianos vivem um grande jejum da realidade demoníaca. Facilmente dão importância aos falatórios de magos ou ilusionistas, esquecendo as armas que o Senhor coloca a nossa disposição’. ‘A Igreja, de fato, quer uma vida de oração. Não somente do sacerdote, mas também do fiel que pede a intervenção do exorcista, que também recebe benefícios por meio da ajuda dos familiares, explicou o sacerdote. O Pe. de Meo considera que a ignorância dos italianos (e não só deles) acontece devido ao silêncio dos sacerdotes acerca da presença demoníaca (…). Com frequência nosso povo dá mais importância às dúvidas ou incertezas em vez de ficar preocupados pelo pecado no qual estão vivendo’. ‘É absolutamente fundamental extirpar o pecado e viver em graça de Deus, precisou. O exorcista menciona que o ministério que oferece requer uma grande preparação espiritual e prática. ‘Por essa razão, com a autorização do meu bispo, durante 13 anos, fui responsável de uma escola para exorcistas. Procurei preparar especialmente aqueles que começavam neste ministério’, disse o sacerdote à ACI Stampa. Os sacerdotes exorcistas, prossegue, devem ‘conhecer as leis da Igreja, ou seja, o ritual respectivo’.

 

Na entrevista abaixo, Dr. Valter Cascioli, médico psiquiatra da Associação Internacional dos Exorcistas (AIE), (Associação reconhecida pelo Vaticano e fundada pelo Pe. Gabriele Amorth, a qual reúne 300 exorcistas de todo o mundo), também traz informações complementares.

Não existem ainda números oficiais sobre a quantidade de pessoas que recebem assistência e rituais de exorcismo por meio da Associação. É certo que ‘sabemos, pelo que nos contam os sacerdotes exorcistas, que os casos estão aumentando constantemente por causa das práticas ocultas e da falta de fé’, afirmou Cascioli. Deus chamou alguns sacerdotes ao ‘ministério do exorcismo e da libertação’. As recomendações da Igreja para um ritual de exorcismo incluem a assistência profissional de especialistas em medicina e psiquiatria. O Dr. Cascioli é psiquiatra com 30 anos de experiência profissional.

 

Por que os casos de possessão diabólica estão aumentando?

O aumento extraordinário da atividade diabólica, das infestações, obsessões, perseguições e possessões, aumenta por causa da falta de fé, adicionada às práticas esotéricas, de magia e de ocultismo. Estas práticas envolvem milhões de pessoas e podem levar ao caminho da possessão diabólica e de outras manifestações de atividade demoníaca extraordinária.

Quais são os sintomas de uma possessão diabólica?

A possessão diabólica é a mais grave atividade demoníaca extraordinária. Relembramos que a atividade ordinária do diabo é representada pela tentação. Ressalto este aspecto porque a tentação é o que abre caminho para os fenômenos mais graves. 

Como se reconhece a possessão diabólica?

A aversão a tudo aquilo que é sagrado. Repugnância pela oração, por tudo aquilo que é abençoado mesmo sem a consciência do que seja, reações inesperadas de violência em pessoas com uma índole diferente. Manifesta-se com blasfêmia, agressões físicas, reações furiosas se as abençoamos, ou se rezarmos diante delas.

Quais sintomas são suficientes para afirmar que existe uma possessão diabólica?

Alguns sintomas são: conhecer profundamente assuntos ou línguas desconhecidas ao sujeito; conhecer a localização de objetos escondidos à vista; conhecer coisas ocultas; manifestar uma força sobre-humana e anormal pela idade ou pelas as condições físicas da pessoa. Às vezes se manifestam com uma agitação psicomotora que, sem explicação, não responde à terapia farmacêutica sedativa. 

É possível que as pessoas possuídas levitem?

Seguramente o fenômeno extraordinário da levitação pode se somar aos sintomas antes mencionados da atividade diabólica. É um indício de possessão. Existem também outros sintomas extraordinários: clarividência do passado e do futuro, materialização. São alguns dos elementos do diagnóstico de possessão diabólica.

Como uma pessoa pode entender se está possuída por um espírito?

Não é fácil saber, sobretudo se não se conhece o assunto. Lembro que estes sintomas são claros somente se manifestados em conjunto. Às vezes é difícil reconhecê-los, se confundidos com doenças psíquicas por causas naturais. A possessão diabólica é ‘adquirida’ por causas não naturais. Em alguns casos os sintomas da possessão podem levar a pensar em uma doença psíquica, por isso podem confundir. As pessoas que levam uma vida desordenada podem confundir os sintomas. Isso não é suficiente para falar de possessão.

Como se abre um caso psiquiátrico?

O sacerdote exorcista decide caso por caso, decidindo se envolve, ou não, um médico psiquiatra. Este profissional precisa ter uma preparação acadêmica, mas também espiritual. Existem médicos que não acreditam na existência do diabo, não reconhecem a atividade demoníaca ordinária ou extraordinária. Às vezes os exorcistas se encontram em dificuldades quando enviam seus pacientes aos psiquiatras que não têm fé e que não reconhecem o maligno.

Quais são as doenças psíquicas que podem ser confundidas com uma possessão diabólica?

Algumas como a esquizofrenia e o distúrbio obsessivo. Em um contexto de psicose delirante poderia, com base nos casos, parecer uma possessão diabólica. Devemos considerar estas patologias com grande atenção e com a competência pedida para este trabalho.

Qual é o primeiro passo que deve cumprir uma pessoa que tem um problema e quer saber se é uma questão espiritual ou psiquiátrica?

Muitas das coisas que mencionamos envolvem as pessoas que, na maior parte dos casos, vivem fora da graça de Deus, pessoas que vivem em situações de pecado mortal. É claro que para um crente o primeiro passo é reconciliar-se com Deus através da oração, Sagrada Escritura e os sacramentos. A pessoa pode seguir um caminho de fé acompanhada por um diretor espiritual. Obviamente, se estas pessoas manifestam problemas psíquicos, ou médicos, podem pedir a ajuda de um especialista. Um famoso exorcista Sante Babolin S.J., afirmou que, dos casos de pessoas que pedem um ritual de libertação, somente 2% são verdadeiros episódios de possessão demoníaca, enquanto os 98% são constituídos de casos psiquiátricos. Existem estatísticas sobre o percentual de casos reais de exorcismo? É difícil quantificar o fenômeno, porque as fontes são diferentes. Posso dizer que ao exorcista citado, de fama internacional, chega provavelmente um número superior de casos de problemas sobrenaturais em relação aos casos psiquiátricos. A mim, como especialista, chegam muitos casos psiquiátricos e constato que existe um percentual muito baixo de casos que pedem um exorcismo.

 
Fontes: http://www.jornalciencia.com/4-doencas-reais-que-foram-confundidas-com-feiticaria-ou-obra-do-diabo/
https://pt.aleteia.org/2014/07/31/como-distinguir-possessao-diabolica-de-doenca-mental/1/
https://www.acidigital.com/noticias/exorcista-explica-como-reconhecer-quando-uma-pessoa-esta-possuida-pelo-demonio-98858
 

 


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Domingo, 18 de Novembro de 2018





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