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"As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade." (Jesus à Santa Faustina - D. 965; cf. 998).


Santa Faustina Kowalska e a Hora da Misericórdia

 

Dentre todos os instantes da história, certamente um merece ser recordado – segundo nosso calendário e os estudos atuais, era o dia 8 de abril do ano 30 d.C., às 3 horas da tarde, fora dos muros de Jerusalém… A hora da misericórdia divina por excelência!

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Após 3 anos de intenso ministério, e após 3 horas de intensa agonia, Nosso Senhor Jesus Cristo consumou a sua obra de misericórdia em prol do gênero humano. Esta é a “Hora” de Jesus por excelência, tão desejada por Ele, conforme se lê pelo menos 10 vezes em S. João: “Ainda não chegou a minha hora” (Jo 2,4; cf. 4,23; 7,30; 8,20); “É chegada a hora de ser glorificado o filho do homem” (Jo 12,23; cf. 12,27; 13,1; 16,4; 16,32; 17,1). Aquele momento foi extraordinário, com repercussões também no mundo físico: “Chegada a hora sexta [12h] houve trevas sobre a terra inteira até a hora nona [15h]” (Mc 15,33) – ao dar um grande grito: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46), expirou – e então o véu do Templo se rasgou, as rochas se fenderam e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram (Mt 27,51s). Certamente cada ato realizado por Jesus carrega um valor infinito, mas o seu nascimento e a sua morte constituem os atos mais belos deste drama humano-divino, e por conseguinte merecem ser celebrados pelos seus discípulos – particularmente esta “hora” em que Jesus entrega ao Pai o seu espírito humano e nos doa o Espírito divino (Catecismo, n. 730; cf. 2746).

 

Santa Faustina

A história da Igreja está repleta de homens e mulheres que procuravam viver intensamente os mistérios da vida de Jesus. Dentre elas, modernamente se destaca Santa Faustina Kowalska (+1938), que foi associada pelo próprio Jesus ao seu mistério pascal como raramente se encontra na hagiografia cristã (outros exemplos seriam o de S. Gema Galgani, S. Padre Pio etc.). Ele deixou claro que a meditação sobre a sua Paixão é uma fonte inesgotável de bênçãos para o indivíduo: “Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão” (D 737). Deste modo, a hora da sua entrega por nós na cruz – 3 horas da tarde – foi-se tornando um elemento distintivo na espiritualidade da santa polonesa e assim no movimento que, sem saber, estava-se iniciando. Ao longo de 4 anos (1935-1938) o próprio Jesus lhe foi instruindo a respeito desta hora sagrada:

Em 1935 descreve uma belíssima vivência mística: “Na Sexta-feira Santa, às três horas da tarde, quando entrei na capela, ouvi estas palavras: Desejo que a Imagem seja venerada publicamente. Então vi Jesus agonizando na cruz em grandes dores, e do Seu Coração saindo os mesmos dois raios, tal como na Imagem” (D 414).

Em 1936 se lê: “Sexta-feira Santa. Às três horas vi Jesus crucificado, que olhou para mim e disse: Tenho sede. — Então, vi que do Seu lado saíam os mesmos dois raios que estão na Imagem. Então, senti na alma um desejo de salvar almas e de aniquilar-me pelos pobres pecadores. Ofereci-me em sacrifício ao Pai Eterno pelo mundo inteiro, com Jesus agonizante” (D 648).

Em 1937, também na Sexta-feira Santa: “Às três horas rezei, com os braços estendidos, pelo mundo todo. Jesus já estava terminando Sua vida como mortal. Ouvi Suas sete palavras, depois olhou para mim e disse: Querida filha do Meu Coração, tu és Meu alívio em meio aos terríveis tormentos(D 1058).

No final daquele ano, Jesus pediu:

“Às três horas da tarde, implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão…” (D 1320).

No ano da morte de S. Faustina (1938), o Senhor completou a sua instrução sobre a hora da misericórdia:

“Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-A e glorificando-A. Implora a onipotência dela em favor do Mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o Mundo: a misericórdia venceu a justiça. Minha filha, procura rezar, nessa hora, a Via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a Via-sacra, entra, ao menos por um momento na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes sequer ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento. Exijo honra à Minha misericórdia de toda criatura, mas de ti em primeiro lugar, porque te dei a conhecer mais profundamente esse mistério” (D 1572).

Destes ensinamentos se pode depreender que Jesus deseja que às 3 horas da tarde:

  • Façamos uma parada para clamar a misericórdia divina pelos pecadores do mundo inteiro (naturalmente nos incluindo nesta oração!);
  • Recordemos na fé o seu sofrimento por nós (físico, psicológico e espiritual), e ipso facto a sua cruz
  • Não apenas devemos pedir a misericórdia, mas glorificar este excelentíssimo atributo divino;
  • Este momento de oração pode ser realizado em qualquer lugar em que estivermos, e quem o puder procure rezar numa igreja ou oratório;
  • Recomenda-se explicitamente a Via-Sacra, mas pode ser utilizada qualquer oração, como p. ex. o terço da divina misericórdia.

É verdade que em todo momento e lugar podemos prestar honra à divina misericórdia (D 1), mas Jesus nos propõe fazermos memória da sua entrega suprema às 3 horas da tarde.

Portanto, caro irmão e irmã, onde quer que esteja (programe o seu relógio para disparar também às 15h!), una-se a nós neste momento de adoração, ação de graças, reparação e súplica à divina misericórdia, com confiança na sua imensa generosidade para conosco!

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O Terço da Divina Misericórdia

Entre as diversas formas de culto à divina misericórdia, a Festa e o Terço da Divina Misericórdia ocupam uma posição de destaque.

Em 14 revelações especiais Jesus oferece à Santa Faustina esta nova forma de piedade, que hoje se encontra disseminada por todo o mundo. Assim como na vida da Igreja a Liturgia e a piedade intimamente se associam, na espiritualidade da divina misericórdia proposta por Santa Faustina se dá igualmente o encontro destas duas dimensões, particularmente através da Festa e do Terço.

Você pode usar o terço comum.

Rezar:

1 Pai-Nosso
1 Ave-Maria
1 Creio
Nas contas grandes:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No fim do Terço diz-se três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

 

Festa da Divina Misericórdia

Festa da Misericórdia é um dos elementos mais importantes da devoção à Divina Misericórdia presentes nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina. No Diário o tema recorrem em 37 números, em 16 dos quais nos deparamos com uma manifestação extraordinária de Jesus a seu respeito. Com efeito, aos 22/02/1931, uma das primeiras revelações de Jesus à Santa Faustina diz respeito à Festa da Misericórdia, que deveria ser celebrada no 2º domingo da Páscoa:

“Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 49; cf. 88; 280; 299b; 458; 742; 1048; 1517).

A Festa é uma obra divina, mas Ele quer que Santa Faustina se empenhe tanto em sua implantação (D. 74; 341; 463; 1581; 1680), como em seu incremento: “Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei” (D. 206); “Pede ao Meu servo fiel que, nesse dia, fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas” (D. 300a; cf. 1072). Santa Faustina abraça com toda a alma esta causa, pelo que exclama e reza: “Oh! como desejo ardentemente que a Festa da Misericórdia seja conhecida pelas almas!” (D. 505); “Apressai, Senhor, a Festa da Misericórdia, para que as almas conheçam a fonte da Vossa bondade” (D. 1003; cf. 1041). Jesus leva a sério a dedicação de Santa Faustina nesta missão: “Pelos teus ardentes desejos, estou apressando a Festa da Misericórdia…” (D. 1082; cf. 1530), e por isso o demônio procura atrapalhar o seu caminho (D. 1496).

Em 1935, no domingo de encerramento do Jubileu da Redenção, Santa Faustina participa da Eucaristia como se estivesse celebrando a Festa da Misericórdia; Jesus então se lhe manifesta como está na imagem e lhe diz: “Essa Festa saiu do mais íntimo da Minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da Minha compaixão. Toda alma que crê e confia na Minha misericórdia irá alcançá-la” (D. 420; cf. 1042; 1073). Sabe, contudo, que talvez não participe em vida da sua celebração, mas nem por isso se desanima: “Eu sou apenas Seu instrumento. Oh! quão ardentemente desejo ver essa Festa da Misericórdia Divina que Deus está exigindo através de mim, mas se for a vontade de Deus e se ela tiver que ser comemorada solenemente apenas depois da minha morte, eu já agora me alegro com ela e já a comemoro interiormente com a permissão do confessor” (D. 711). Chega a tomar conhecimento – por iluminação divina – das disputas que se dão no Vaticano por causa desta Festa (D. 1110; cf. 1463) e dos avanços positivos a seu respeito através do Beato Pe. Sopocko (D. 1254). A Festa propriamente dita seria celebrada no Santuário de Cracóvia-Lagiewniki seis anos após a morte de Santa Faustina (1944).

 

A Festa da Divina Misericórdia e o quadro

Fica patente no Diário que existe uma relação muito estreita entre Festa da Misericórdia e veneração do quadro, proclamação da divina misericórdia, confiança nesta divina misericórdia, participação nos sacramentos (Eucaristia e Confissão) e remissão dos pecados (culpas e penas):

“A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na Terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da Minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela Imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse Convento. Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (D. 570);

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa” (D. 699);

“Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a Santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia” (D. 1109).

Em 1936 o Senhor lhe pede que esta Festa seja preparada espiritualmente: “O Senhor me disse para rezar o Terço da Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (D. 796; cf. 1059; 1209). A relevância desta Festa se pode depreender também da seguinte exortação e promessa: “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (D. 965; cf. 998).

Não fechemos o nosso coração: ouçamos a voz do Senhor! Caro devoto e apóstolo, não deixe de participar da grande Festa da Divina Misericórdia em nosso Santuário ou onde lhe for mais conveniente! Prepare-se com uma boa confissão, traga o seu quadro e convide os seus parentes e amigos! Eis o tempo da graça, eis o dia da salvação!

 

Fonte: https://misericordia.org.br/

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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020







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