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Nossa Senhora da Vitória ou da Batalha (Lisboa – Portugal)

 

 (Lisboa – Portugal)

(1385)

 

Foi na véspera da Assunção que se deu, entre portugueses e castelhanos, a batalha de Aljubarrota. Os portugueses, apesar de o exército castelhano se avantajar ao seu em número de combatentes, não desanimaram, pois confiaram firmemente na proteção de Deus e da Santíssima Virgem. Muitos deles guardaram o jejum da vigília da Assunção, aguentando, sem comer nem beber até o meio-dia, o calor de uma ardente manhã de agosto, depois de terem confiado o seu destino à Virgem Santa Maria, protetora dos portugueses, a quem jamais desampara.

A batalha foi um choque tremendo, rápido, decisivo.

No primeiro ímpeto, os castelhanos rompem a vanguarda portuguesa. Mas Dom João I, para afastar o perigo iminente, deixa seu lugar e anima a tropa gritando: “São Jorge! Portugal! São Jorge! Portugal!” e empenha-se no combate.

A coragem renasce com seu exemplo, e um momento depois, quase um milagre, os castelhanos recuam, desmantelam-se e debandam ao som dos gritos dos portugueses, que bradam: “Já fogem!... Já fogem!...”

Como foi que, à mesma hora da batalha, ou pouco depois, constou em Lisboa a vitória dos portugueses? Ninguém o soube!...

O povo que, desde que os castelhanos passaram a fronteira, entoava em altas vozes, de igreja em igreja, a salve-rainha, e na véspera da Assunção especialmente solenizava com hinos e cânticos a vigília de tamanha festa, alvoroçou-se com a boa nova, que não sabia como chegara.

No dia seguinte, pela manhã, chegou de Oeiras um cativo dos castelhanos, que conseguira fugir da nau de Pero Afan, trazendo a confirmação da vitória. Tamanha confiança mereceu o testemunho do mensageiro, que logo se ordenou uma procissão a Santa Maria da Escada. Mulheres, homens, frades, clérigos, todos descalços, acompanhando a imagem de São Jorge, puseram-se a caminho, cantando. E nos corações e nos lábios dos fiéis afervorava-se a crença de que Santa Maria, Mãe de Cristo, quisera assinalar com essa vitória o dia em que subira até Deus, depois de Deus ter descido até ela.

Dom João I, em cumprimento de um voto feito na memoranda manhã de 14 de agosto de 1385, dia em que houve a Batalha de Aljubarrota, mandou sem demora erigir um mosteiro em honra a Nossa Senhora, a que ele mesmo pôs o nome de Nossa Senhora da Vitória, e nós o de Nossa Senhora da Batalha. 


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Terça-feira, 21 de Setembro de 2021




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