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Nossa Senhora da Apresentação de El Quinche (Equador)

(Padroeira do Equador)

 (1591)

 

El Quinche é uma pequena vila nas encostas geladas da Cordilheira dos Andes. Entre tantas manifestações da devoção mariana nesse país, a de Nossa Senhora da Apresentação de EI Quinche foi a mais notável, merecendo-lhe o título de Padroeira do Equador, desde sua coroação em 20 de junho de 1943, em Quito, a capital.       

A história começa quando, em 1591, os índios de Oyacachi recebem das mãos de Dom Diego de Robles, um artista espanhol, a escultura da imagem, em troca de madeiras de fino cedro existente na região.

Segundo a tradição, antes disso a Virgem já havia aparecido várias vezes àquela gente simples e prometera-lhe proteção contra as feras e os estragos das tempestades e dos vulcões, se ali construíssem para ela um altar.
Por isso, foi com muita alegria que receberam o presente do artista espanhol.
A imagem foi levada para uma gruta, no povoado, e foi vestida com uma singela túnica tecida. A gruta passou a ser o local onde todas as tardes se reuniam para entoar louvores e fazer seus pedidos a Nossa Senhora.  

Os peregrinos para lá afluíam em tão grande número que Oyacachi tornou-se muito pequena para recebê-los.
A fama da Virgem de Oyacachi se estendeu pela comarca e então pensaram transladá-la e edificar uma Igreja. Em Oyacachi permaneceu a milagrosa imagem ao redor de 15 anos, mas logo se transladou a Quinche onde construíram-lhe um templo. A imagem é de madeira, de 62 centímetros de altura e se encontra cuidadosamente esculpida e adornada.

Em 1604, por ordem de Dom Frei Luiz López de Sólis, a imagem foi transladada para eI Quinche, uma aldeia maior, distante 50 km de Quito. Centenas de índios e espanhóis acompanharam a procissão e em cada povoado que paravam o povo vinha saudar a Imagem da Virgem com velas, músicas e vivas. EI Quinche preparou-se para recebê-la e colocou-a no altar principal da Igreja do povoado. A partir daí este tornou-se um grande centro de peregrinação.
Os anais do santuário mostram que até os dias de hoje a imagem foi levada a Quito por mais de duzentas vezes para aplacar enfermidades, flagelos, pestes e terremotos. A imagem foi coroada canonicamente em 1943 e sua festa se celebra no dia 21 de novembro.


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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022




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