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A importância do Magnésio para o corpo

 

O MAGNÉSIO é uma peça-chave para o bom funcionamento do nosso organismo. O magnésio é um micronutriente que atua como cofator em mais de 300 reações metabólicas, dentre elas o metabolismo de adenosina trifosfato (ATP), a síntese de gorduras, proteínas e ácidos nucleicos, a ativação de enzimas como a fosfatase alcalina e hexoquinase, além de desempenhar um importante papel na manutenção da homeostase entre a insulina e a glicemia, entre outras funções.

É graças ao magnésio que apenas desoxirribonucleotídeos incorporam-se na cadeia de DNA durante a replicação. Esse micronutriente age como fator de crescimento e regeneração dos tecidos e estimula o trabalho dos anticorpos. Os movimentos peristálticos do intestino também são estimulados pelo magnésio.

O magnésio atua como regulador da função hormonal e imunológica, influenciando também na estabilidade da membrana neuromuscular e cardiovascular. Por ter efeito vasodilatador e ser antioxidante, esse mineral importante diminui a pressão arterial e reduz o estresse oxidativo, sem contar que também apresenta propriedades anti-inflamatórias.

Um organismo adulto saudável possui aproximadamente 21-28 g de magnésio, que estão distribuídos entre os ossos, músculos e compartimentos plasmáticos. Esse mineral é encontrado no interior das células, especificamente no núcleo, mitocôndrias, no retículo endoplasmático, nos ácidos nucleicos, em algumas proteínas e nos fosfolipídios, que formam as membranas plasmáticas.

Deficiência de magnésio

Quando falta magnésio nos músculos, surgem as dores nas costas, as cólicas, dormências, câimbras e tremores. O efeito dessa carência no sistema nervoso também é notável, causando confusão mental, alucinações, apatia, irritabilidade, nervosismo, falta de memória e doença de Parkinson.

Alimentos e magnésio

Os alimentos desempenham um papel fundamental para manter o nível adequado de magnésio no organismo. O magnésio é um nutriente presente na maioria dos alimentos, em concentrações bastante variadas. As principais fontes alimentares de magnésio são os vegetais folhosos verdes, legumes, frutas, leite e derivados, cereais integrais, cacau e nozes.

Vegetais orgânicos possuem um nível maior de magnésio em comparação aos vegetais não-orgânicos. A recomendação diária de magnésio é de 310 a 320 mg para mulheres e 400 a 420 mg para homens adultos.

Infelizmente, nos últimos anos, tem ocorrido uma redução na ingestão de magnésio. O motivo dessa redução é o crescente consumo de fast food, além do processamento dos alimentos, que retira grande parte do seu conteúdo nutritivo, levando a população ao risco aumentado de doenças crônicas.

Magnésio e doenças

A carência desse nutriente na dieta leva ao aumento do risco de vários problemas de saúde, desde transtornos psíquicos a doenças de ordem fisiológica. Diabetes melitus, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, arritmias cardíacas, desordens neuromusculares, espasmos dos brônquios, e até mesmo eclampsia são doenças que estão associadas à deficiência dos níveis adequados de magnésio no organismo.

Geralmente, a carência de magnésio também é acompanhada de uma carência de potássio.

Evidências sobre o magnésio

Evidências indicam que a deficiência de magnésio pode ser um agravante ao processo senil, além de causar distúrbios crônicos persistentes ao longo da vida quando ocorre o déficit no período fetal e infantil. Já o consumo adequado de magnésio está associado ao processo de desobstrução de artérias, melhora da saúde mental e vitalidade física.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva aborda que o magnésio é tão importante, que até o seu uso em forma de sulfato, demonstra resultados positivos para o tratamento da asma aguda grave. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, e como já mencionado, o magnésio possui propriedades anti-inflamatórias. O estudo revelou que o sulfato de magnésio mostrou ser benéfico no tratamento da asma aguda moderada e grave, e seu efeito broncodilatador e anti-inflamatório são encorajadores como terapia adjuvante a pacientes que não respondem ao tratamento convencional.

No caso da asma, o magnésio provoca broncodilatação através da modulação do movimento do íon cálcio e inibição da liberação da acetilcolina junto aos terminais nervosos, estabilizando as células T e reduzindo os mediadores da inflamação, além de estimular a síntese de prostaciclina, que reduz a gravidade das crises asmáticas.

Mas, claro, o uso de sulfato de magnésio, por ser um fármaco, deve ser utilizado apenas sob prescrição médica, dependendo da situação.  

Estudos tem demonstrado que crises de ansiedade tem relação com uma alimentação inadequada, incluindo a carência de magnésio. Em 2018, Andrade e colaboradores realizaram uma pesquisa com o objetivo de investigar o potencial ansiolítico do magnésio, bem como de outros nutrientes, em estudantes universitários com ansiedade. A pesquisa teve caráter experimental clínico, com a participação de 16 acadêmicas com idades entre 19 a 30 anos. As participantes foram pontuadas com quadro de ansiedade e foram alocadas aleatoriamente em dois grupos.

A administração via oral de magnésio com a associação de L-triptofano, ômega 3 e vitaminas do complexo B se mostrou bastante satisfatória na redução dos sintomas da ansiedade na amostra estudada.

Como o magnésio participa ativamente em muitas reações metabólicas no organismo, é de se esperar que realmente a sua deficiência acarrete inúmeras doenças. Sabendo disso, cuide para que seus níveis de magnésio estejam sempre adequados ao bom funcionamento do seu corpo, por meio de uma alimentação rica nesse e em outros nutrientes, e quando necessário, por meio de suplementos.

Referências
ANDRADE, E. A. F. et al. L-triptofano, ômega 3, magnésio e vitaminas do complexo B na diminuição dos sintomas de ansiedade. Revista Multidisciplinar e de Psicologia, v. 12, n. 40, 2018.
BITTAR, T. M. B.; GUERRA, S. D. Uso do sulfato de magnésio venoso para tratamento da asma aguda grave da criança no pronto-socorro. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 24, n. 1, 2012.
PEREIRA, J. V. E.; OTT, T. R. A Importância Da Suplementação De Magnésio, Com Fins Profiláticos. Uma Análise Qualitativa Deste Micronutriente Na Merenda De Uma Escola Municipal Em Paraíba Do Sul/RJ. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 13, n. 4, p. 65-90. 2021.
SEVERO, S. J. Aspectos metabólicos e nutricionais do Magnésio. Nutrición Clínica Y Dietética Hospitalaria, v. 35, n. 2, p. 67-74. 2015.
Visto em: https://blogdasaude.com.br/descubra-a-importancia-do-magnesio-para-o-corpo/

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Sexta-feira, 01 de Março de 2024










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