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A Graça da Perseverança Final - Uma promessa de Jesus

 

As Graças que as almas recebem, todas elas, vêm de Deus. A Fonte de todo o Bem é o Coração de Deus. Cabe aos homens buscarem estas Graças, se fazerem dignos de recebê-las, e, quando as receberem,  acolhê-las com amor e gratidão.

Uma das Graças com que Jesus quer nos favorecer é a Graça da Perseverança Final.  Quão importante é esta Graça para que um filho de Deus chegue até o fim de sua trajetória terrena sem esmorecer, sem desistir, sem fraquejar, e com sua Fé robusta e firme. Talvez seja esta uma das mais importantes Graças oferecidas por Deus a nós, porque perseverar até o fim é o que fará toda a diferença! Como no diz no Evangelho: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Apocalipse 2:10) n/d

A devoção ao Sagrado Coração, de um modo visível, aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: no gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23); e, na Cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34). Em um acontecimento, temos o consolo a Cristo pela dor na véspera de Sua morte. No outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

A Grande Revelação do Sagrado Coração de Jesus foi feita a Santa Margarida Maria Alacoque  durante a oitava da festa de Corpus Christi  de 1675... “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para  honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares ... Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.

Foi também através de Santa Margarida Maria Alacoque que Jesus nos ofertou doze promessas para aqueles que se devotassem ao Seu Sagrado Coração, sendo que uma delas é a Graça da Perseverança Final.

1 – Darei às almas dedicadas ao meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado de vida.

2 – Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.

3 – Consolá-las-ei em todas as suas aflições.

4 – Serei seu refúgio seguro na vida e, sobretudo, na hora da morte.

5 – Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas.

6 – Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

7 – As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

8 – As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a uma grande perfeição.

9 – Abençoarei as casas em que a imagem do meu Sagrado Coração for exposta e venerada.

10 – Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos.

11 – As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração e dele nunca serão apagados.

12 – Prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o meu amor todo-poderoso concederá a graça da perseverança final a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos.

 

NOVE PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS

A Grande promessa está contida na carta escrita em maio de 1688 por Santa Margarida Maria à Madre Saumaise: “Em uma sexta-feira, durante a Santa Comunhão, Ele falou essas palavras para sua indigna serva, se não me engano: Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que amor todo-poderoso dele concederá, a todos aqueles que comungarem em nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas, a graça da penitência final; eles não morrerão na minha desgraça, nem sem receber os sacramentos e o meu divino Coração será o seu asilo seguro no último momento.”

Para se obter essas graças prometidas pelo Sagrado Coração de Jesus os devotos devem:

  • comungar durante nove primeiras sextas-feiras consecutivas;

  • ter a intenção de honrar o Sagrado Coração de Jesus e alcançar a perseverança final;

  • e oferecer cada Comunhão como um ato de expiação pelas ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento.

 

POR QUE A SEXTA-FEIRA?

A sexta-feira pode, com razão, chamar-se o dia de predileção do Coração de Jesus. Primeiro o amor divino escolheu de toda a eternidade este dia para realizar a obra da Redenção. Este dia foi o grande dia do mundo, dia mil vezes bendito, pelo qual suspiraram, durante quatro mil anos, os patriarcas, os profetas e todos os infelizes filhos de Adão. Jesus teve este dia ante os olhos durante mais de trinta e três anos, pois que, desde o primeiro instante de sua existência no seio de Maria, ele viu tudo o que lhe aconteceria na sua Paixão, e disto não cessou um instante de ter vista clara e distinta: Dolor meus in conspectu meo semper.

Este dia foi objeto dos mais ardentes desejos do Coração divino: Baptismo habeo baptizari, et quomodo coarctor donec perficiatur; era sua hora querida, diz S. João: Sciens Jesus quia venit hora ejus.

Neste dia, realizou-se o grande drama de amor que se chama a Paixão e a Morte na cruz do Filho de Deus feito homem.

Neste dia, a justiça e a misericórdia deram entre si o ósculo de paz: Justitia et Pax osculatoe sunt, e o mundo se reconciliou com Deus: Deus erat in Christo mundum reconcilians sibi.

Neste dia, o inferno foi vencido e a cruz tornou-se a chave do céu.

Neste dia, o Ladrão penitente foi perdoado, e todos os culpados puderam conceber a esperança de ser perdoados como ele.

Neste dia, o Coração mais amante, o Coração de Deus, confiou-nos à Mãe mais amante, à Mãe de Deus tornada nossa Mãe.

Neste dia, o Coração de Jesus, órgão de amor divino, foi traspassado, e de sua chaga saíram a Igreja e os sacramentos.

Neste dia, Jesus Cristo nos deu seu Coração aberto, como um asilo, como um tesouro, como uma fonte de todos os bens.

Há vinte séculos, este dia é como o ponto central em torno do qual gravita o universo regenerado. Os apóstolos pregam o Homem Deus, crucificado neste dia; os mártires se regozijam de poder misturar seu sangue com o sangue divino derramado neste dia; as virgens se consagram ao Esposo de sangue que lhes parece mais belo n’este dia do que em outro qualquer: Sponsus sanguinum tu mihi es; os maiores criminosos imploram seu perdão e o alcançam em virtude dos merecimentos deste dia. O santo sacrifício da Missa celebra-se em mil diferentes altares para a memória do sacrifício deste dia. Nossas cerimônias religiosas, a cruz que domina nossos monumentos, o crucifixo que orna nossas casas, e o sinal da cruz que chama a benção de Deus sobre nossas frontes, sobre nossas refeições, sobre nossas principais ações, tudo recorda, tudo canta este grande dia.

 

É O DIA DO CORAÇÃO DE JESUS

Se o domingo é chamado o dia do Senhor, porque num domingo é que ele ressuscitou, pode-se com toda a verdade dizer que a sexta-feira é o dia do Coração de Jesus, porque, nesse dia seu amor manifestou-se com tal força, que Moisés e Elias lhe chamavam, sobre o Thabor, um excesso.

Eis aqui motivos em maior número do que é preciso para obrigar os fiéis a renderem honras particulares ao Coração de Jesus no dia de sexta-feira.

A Igreja mesma nos convida a isto; porque, assim como ela faz do domingo um dia de alegria, em lembrança da gloriosa ressurreição do Salvador, assim faz da sexta-feira um dia de penitência, em memória de sua dolorosa Paixão. E como podem os fiéis lembrar-se da Paixão sem pensar no amor que foi a causa dela, e no Coração de Jesus que era o órgão deste amor?

Ainda mais, nós vemos na vida dos santos que a sexta-feira era o dia em que Jesus Cristo se comprazia em lhes aparecer, em fazê-los participar dos seus padecimentos e em lhes manifestar diversos mistérios de sua Paixão.

Quando o divino Salvador manifestava à bem-aventurada Margarida Maria as riquezas de seu Sagrado Coração, escolhia de preferência a sexta-feira. Ele exigiu que a festa do Sagrado Coração fosse instituída na sexta-feira que segue a oitava do Corpo de Deus.

Enfim é a primeira sexta-feira do mês que ele ligou as maiores graças em favor das almas e das famílias que neste dia comungassem.

Assim, pois, nosso interesse, nossa salvação, o reconhecimento e amor que devemos a Jesus Cristo, tudo nos obriga a rendermos particulares homenagens na sexta-feira ao Sagrado Coração. Celebremos com fervor a primeira sexta-feira do mês: neste dia ouçamos a missa; aproximemos da mesa santa; consagremo-nos ao Sagrado Coração; façamos a protestação para a boa morte; assistamos à benção do Santíssimo; e desde a véspera preparemos nossa alma para receber as bênçãos do divino Coração pelo piedoso exercício da Hora Santa.


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Sábado, 07 de Fevereiro de 2026










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