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O BRASIL VAI PARAR PARA OFENDER A DEUS DE NOVO

Há três espécies de feriado nesta terra abençoada por Deus: o feriado santo, que nos chama ao altar, à Comunhão, à memória dos mistérios divinos; o feriado civil, que ordena a vida da nação; e há aquele que não nasceu do Céu nem da nação, mas da desordem das paixões: o carnaval.
E o que é o carnaval, senão um grande intervalo coletivo para esquecer a Deus?
Durante dias inteiros, o maior país católico do mundo interrompe sua vida para entregar-se ao barulho, à sensualidade, à embriaguez, à impureza, à depravação, à luxúria, à zombaria das coisas santas. A televisão exalta, as ruas se enchem, as consciências se calam. E o pecado desfila como se fosse virtude. Vede as avenidas. Vede os corpos expostos sem pudor. Vede as músicas que excitam as paixões mais baixas. Vede as fantasias que ridicularizam o que é sagrado. Quando o nome de Cristo aparece, é em meio à irreverência. E Nosso Senhor não foi coroado de espinhos para ser enfeite de espetáculo.
O mundo treme. Guerras ameaçam. Nações se levantam contra nações. Famílias se desintegram. Almas se perdem. E o homem moderno dança à beira do abismo como se o Juízo não existisse.
Ah, meus irmãos, o Juízo existe. Chegará o dia em que cada um comparecerá diante de Cristo. Não diante da multidão, não diante das câmeras, não diante dos amigos de folia, mas sozinho, com a própria consciência. E o Senhor perguntará: “O que fizeste dos dias que te dei? O que fizeste do teu corpo, templo do Espírito Santo? O que fizeste da fé que recebeste no Batismo?”
Muitos dizem: “É só uma festa.” Mas não existe “só” quando se trata de ofender a Deus. Cada pecado mortal é uma escolha contra Ele. Cada impureza consentida, cada embriaguez buscada, cada escândalo provocado, grava na alma uma ferida que só a graça pode curar.
E o mais doloroso é ver famílias que se dizem católicas conduzindo seus filhos para esse ambiente, ensinando-lhes, com o exemplo, que é possível servir a Deus no domingo e ao pecado na segunda-feira. Não, meus irmãos: Deus não se deixa dividir. Ou Ele é Senhor, ou não é.
Não vos iludais. A misericórdia de Deus é infinita para quem se arrepende. Mas para quem persiste deliberadamente no pecado, há responsabilidade. O Inferno não foi criado para assustar, mas para recordar que a liberdade tem consequências eternas.
Que faremos, então?
Seremos o pequeno rebanho fiel. Enquanto o mundo se entrega ao excesso, nós nos recolheremos. Enquanto a multidão grita, nós rezaremos. Enquanto tantos ofendem, nós repararemos. Oferecei esses dias em espírito de penitência. Confessai-vos. Fazei adoração. Rezai o terço em família. Ensinai vossos filhos que a verdadeira alegria não nasce do excesso, mas da graça.
O Brasil precisa de santos, não de foliões. Precisa de joelhos dobrados, não de consciências adormecidas.
Que não se diga que todos traíram. Que não se diga que ninguém resistiu. Que, quando Cristo olhar para esta nação, encontre ao menos um resto fiel que O console. E se alguém aqui já caiu, já participou, já ofendeu, não desespere. Corra para a confissão. O mesmo Cristo que julgará é o que hoje perdoa. Mas não abuseis de Sua paciência.
Meus irmãos: escolhei hoje a quem quereis servir. Porque o Brasil pode parar - mas o Juízo não parará.